segunda-feira, novembro 26, 2012

Festival Coral - Coral da Terceira Idade da USP

Coral da Terceira Idade da USP
O Coral da Terceira Idade da USP, assim como o Coral Escola, é um coro comunitário do Comunicantus. Formado em 1997 com poucos integrantes, passou a fazer parte do laboratório a partir de 2001, e hoje tem 60 coralistas.




Uma característica bastante peculiar do Coral da Terceira Idade é que a maioria dos integrantes já faz parte do grupo há vários anos, tornando o trabalho bastante contínuo – mesmo com a equipe de monitores se renovando frequentemente.

O coro é bastante conhecido por cantar os mais   variados arranjos de música brasileira, “Tiro ao     Álvaro” e “Trem das onze” (o vídeo mostra o Coral da Terceira Idade da USP interpretando "Trem das onze" - música de Adoniran Barbosa, arranjo de Carolina Andrade e regência de Leonardo Anunciação) são dois exemplos de canções que fizeram parte do repertório nos anos anteriores. No ano passado, essa tradição foi deixada um pouco de lado, e o coral apresentou coros das óperas “Orfeu e Euridice” de Gluck e de “As bodas de Fígaro” de Mozart.




Em 2012, o repertório foi um pouco mais longe. O coral enfrentou o desafio de cantar nos mais diversos idiomas. Cada um dos arranjos apresentados no Festival Coral 2012 é cantado em um idioma diferente – inglês, alemão, francês, italiano e português, o que exigiu um intenso trabalho  de dicção e preparação vocal, a cargo de Caiti Hauck da Silva, que este ano defendeu sua dissertação de Mestrado, uma pesquisa-ação voltada às práticas em técnica vocal no Comunicantus.

No dia 2 de dezembro, O Coral da Terceira Idade da USP abre o evento com esse programa baseado na diversidade linguística. A primeira peça é o Spiritual afroamericano “He’s the Lily of the valley”, que conta com um solo do tenor Raphael A. Pinto. Em seguida, o coral canta “Erlaube mir”, arranjo de Brahms para uma canção tradicional alemã. 

Coro de Câmara - formado pelos monitores do laboratório
Na peça seguinte– um arranjo de “Ô Nuit” do compositor francês Rameau – um coro de câmara formado pelos próprios monitores do laboratório canta uma das seções da peça, criando um contraste bem interessante. Representando as canções italianas temos “Serenata Rimpianto”, arranjada para coro misto por Samuel Kerr. E representando o repertório de música brasileira sempre presente na atividade desse coral, o grupo encerra sua participação com um arranjo de “Pastorinhas”, do mestrando Fred Teixeira.