Traduções

Praesepe
(Solo e coro a capela)

H. Villa Lobos (1952)
Versos Extraídos da Beata Virgene  de P. José de Anchieta (1563)
Tradução: Cardoso, Pe. Armando, S.J. O Poema da Virgem. São Paulo: Edição Paulinas, 1954, p 22


Texto em Latim
Tradução para o português
Sed iuvat interea tanti primordia partus,
Nascentisque urbem volvere mente Dei;
Quae domus excepit Dominum, quae redia Christum,
Quae dedit Infanti culcita blanda torum.
Quae comitês sacrae famulaeve fuere parenti,
Qui Puero cantus, qui sonuere modi.
Nascitur in Bethleem, veteris sub culmine tecti;
Nascentem nudum nuda receptat humus.
Fit praesepe torus, hinc bos, hinc tardus asellus,
Hinc tacitus pueri pendet in ora senex.
Ilubilat alma Parens, Infantulus ore tenello
Vagit, inauditis personat aethra modis




Cur, mea mens, torpes? Cur non magnalia visis Regia? quin gressus ad sacra tecta moves?
Perge age, non illo pellt te limine durus
Ianitor, obstructas obicietve
 fores.
Illa caret portis, statio est aoptissima brutis,
Pervia frigoribus porticus illa
patet.
Intrabis tuguri squalentia culmina vilis
Congesta culmis excipiere casa.
É delicioso percorrer com a mente todas as fases do nascimento,
engolfar-se pelas ruas desta cidade de Deus.
Admirar o solar que acolheu o Senhor,
O palácio em que habitou o Cristo-Rei,
A branda almofada em que repousou o menino,
as sagradas companheiras e servas da Mãe,
os cantos e melodias que acalentaram o Divino Infante...
Nasce em Belém, abrigado em velha choupana:
Nú, a nua terra lhe acolhe o nascimento.
Transforma-se em berço a manjedoura:
De um lado um boi, de outro, um jumentinho.
Silenciosamente, um venerando ancião embebe o olhar em seu rosto.
Exulta a jovem Mãe, solta tenros gemidos a criancinha, rejubila o céu em melodias nunca ouvidas.

E tu, ó minha alma, aí entorpecida!
Por que não visitas esse palácio maravilhoso,
Esse sagrado abrigo?

Vamos, que não te expulsarás do limiar duro porteiro?
Nem te fechará à face as portas.
Não tem porta o casebre, pouso ótimo de brutos;
Os frios tem por ela franca entrada.
Entrarás num tugúrio miserando de teto enfumaçado, numa cabana coberta de caniços.



Erlaube Mir 
(coro a quatro vozes)

Johannes Brahms (1833  – 1897)
Transliteração e Tradução: Caiti Hauck-Silva

Erlaube mir
Permita-me
Erlaube mir, feins Mädchen
[érlaube   mi_r,   fains   mé__tchê_n]
in den  Garten  zu gehn,
[in   dên   ga__rte__n   tsu  gê_n]
dass ich mag dort schauen,
[das   i__ch   ma_g   dórt   cha__uen]
wie die Rosen  so  schön.
[vi   di   rô__se__n   zô__   choe_n]
Erlaube sie  zu  brechen,
[érlaube   zi__   tsu   bré__chê__n]
es ist die höchste  Zeit,
[ês   ist   di   hoe_chste   tsait]
ihre Schönheit, ihre Jugend
[irê   choe__nhait,   irê   iu__gué_nt]
hat  mir mein Herz  erfreut.
[hat   mir   main   hé_rts   é_rfróit]

O Mädchen, o Mädchen,
[ô   mé__tchê__n,   ô   mé__tchê__n]
du  einsames  Kind,
[du   a_inza__me__s    Ki_nt]
wer  hat  den  Gedanken
[vér   ha__t  dê__n   Guêdá__nkê_n]
ins  Herz dir  gezinnt,
[ins   hé_rts   di__r   guê__tsi_nt]
dass  ich  soll
[das   i__ch   zó__ll]
den Garten, die Rosen  nicht  sehn?
[dên  ga__rtê_n,  di  rô_zê_n   ni_cht  zê_n]
Du gefällst  meinen  Augen,
[du  guêfé_llst   ma__inen  a__uguên]
das muss ich gestehn.
[das  mu__s   i_ch   guê__xtê__n]

Permita-me, moça bonita
  
ir até o jardim,
  
pois eu quero olhar
  
as rosas tão bonitas.
  
Permita-me pegar uma,
  
já é tempo,
  
sua beleza, sua juventude
  
alegrou meu coração.
  

Oh moça, oh moça,
  
criança solitária,
  
quem colocou a ideia
  
no seu coração
  
de que eu não devo
  
ver o jardim e as rosas?
  
Você agrada os meus olhos,
  
isso eu preciso confessar.